Hoje fui ao Inca - Instituto Nacional do Câncer - com o Bruno, porque ele mesmo curado do câncer ainda tem consultas de rotina, e na fila para entrar eu comecei a observar as crianças que chegavam para suas consultas. Ao ver aqueles meninos e meninas passando por esse problema é claro que dá uma angústia no peito, mas me atentei às mães daqueles pequenos, aí meu coração apertou. Cada um com a sua história, seus dramas e limitações. Quando estamos grávidas criamos expectativas e esperamos que o nosso filho cresça saudável, mas nem sempre a vida corre como sonhamos. Ao ver as crianças com câncer, ainda em fase de tratamento, tão frágeis, magras, carecas e algumas com sequelas, fico imaginando a dor daquela mãe. E então fiquei pensando que se eu, com a minha Laurinha, tenho uma dedicação 24 horas por dia, imagina aquelas mães? Meu Deus, quanto amor! São dias, meses e até anos, naquele hospital. É necessário abrir mão de tudo que a gente sonhou para nossas vidas, para naquele momento salvar os nossos filhos. Quanta dúvida, medo, saudade e tantos outros sentimentos essas mães devem passar todos os dias. Realmente amor de mãe não tem tamanho e fronteiras. Que elas tenham força e sabedoria para cuidar dos seus pequeninos com todo amor que eles merecem!
Quando estamos a espera do nosso pequeno, ainda na barriga, não sabemos o que nos aguarda em cada etapa da vida de mãe. E quando o bebê nasce a gente vive entre altos e baixos, como é a vida mesmo. Cada desafio vencido nos deixa mais fortes. Em 2017, nós passamos por uma fase muito difícil com a Laura. Ela sempre foi uma menina alegre, comunicativa, e adorava ir pra escola, mas de um dia pro outro se negava a frequentar o colégio, chorava, tremia, suava, se desesperava só de ouvir o nome "escola". Isso ocorreu na quinta-feira, e por causa da aflição dela, não a levei pra escola no dia seguinte. Só, que no fim de semana, nós fomos convidados para duas festas. Não imaginava que o bloqueio que ela tinha, havia se estendido para lugares públicos. Foi muito triste ver minha filha chorando, tremendo, simplesmente desesperada porque não queria entrar na festa, isso quando nós já estávamos na porta do evento. Foi uma noite difícil, ficamos pouco, não curtimos nada. A partir da...
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