A única situação que até hoje eu não consegui entender na Laura é o intestino. Como é sacrificante para ela fazer o bendito cocô. Desde os primeiros dias de vida ela tem prisão de ventre. Logo no primeiro mês ela ficou 4 dias sem evacuar e nós percebemos que ela fazia muita força, mas o cocô não saia, estava muito ressecado e duro. Por sorte, uma amiga da tia do Bruno, que é enfermeira, veio furar a orelha da Laura, e comentei sobre o cocô. Resultado: a Laura estava com fecaloma, que é quando o cocô fica como se fosse um tampão, e no caso, o bebê não consegue"expulsar" as fezes. Elas vão se acumulando e em alguns casos é necessário uma intervenção cirúrgica. Aprendi com a enfermeira a realizar uma manobra para retirar o cocô, isso depois de parar várias vezes no hospital por causa da prisão de ventre da Laura. Ainda hoje, de vez em quando, ela sofre com isso. Como a Laura, além do leite, está comendo papinha, eu utilizo de alguns artifícios para ajudar, como por exemplo a papinha de ameixa com mamão. É como eu digo, tudo é observação, tem que reparar cada coisinha do seu bebê, inclusive as fezes.
Quando estamos a espera do nosso pequeno, ainda na barriga, não sabemos o que nos aguarda em cada etapa da vida de mãe. E quando o bebê nasce a gente vive entre altos e baixos, como é a vida mesmo. Cada desafio vencido nos deixa mais fortes. Em 2017, nós passamos por uma fase muito difícil com a Laura. Ela sempre foi uma menina alegre, comunicativa, e adorava ir pra escola, mas de um dia pro outro se negava a frequentar o colégio, chorava, tremia, suava, se desesperava só de ouvir o nome "escola". Isso ocorreu na quinta-feira, e por causa da aflição dela, não a levei pra escola no dia seguinte. Só, que no fim de semana, nós fomos convidados para duas festas. Não imaginava que o bloqueio que ela tinha, havia se estendido para lugares públicos. Foi muito triste ver minha filha chorando, tremendo, simplesmente desesperada porque não queria entrar na festa, isso quando nós já estávamos na porta do evento. Foi uma noite difícil, ficamos pouco, não curtimos nada. A partir da...
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